As autoridades americanas vão formalizar as acusações contra o ex-presidente da CBF e tentar torná-lo um colaborador - na prática, tentar fazer com que vire um delator. Até agora, José Maria Marin não entregou ninguém. O cartola alega ser inocente e não ter a quem ou o que entregar.
Marin chega
fragilizado a essa audiência por causa da dificuldade que tem enfrentado para
cumprir o acordo que fez com as autoridades americanas. Depois de passar 157
dias preso na Suíça, o brasileiro foi extraditado para os EUA em 3 de novembro.
Naquele mesmo dia, fez um acordo com as autoridades americanas para poder
esperar pelo julgamento em prisão domiciliar.
Para isso, aceitou
oferecer US$ 15 milhões (R$ 58,5 milhões) em garantias e adiantar o pagamento
de US$ 3 milhões - US$ 1 milhão (em dinheiro vivo e outros US$ 2 milhões por
meio de uma carta de crédito. Desde a primeira semana nos EUA, a defesa de
Marin pede mais prazo para pagar o que se comprometeu a pagar.

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